Pai Profeta cobra apoio das marcas ao Kuduro: “Queremos respeito”

O kudurista angolano Pai Profeta voltou a chamar a atenção para a falta de investimento das grandes marcas nacionais nos artistas do Kuduro, independentemente da geração a que pertencem. Numa reflexão partilhada nas redes sociais, o artista lamentou a escassez de patrocínios, contratos e parcerias comerciais para os protagonistas de um dos movimentos musicais mais representativos da cultura angolana.

Na sua abordagem, Pai Profeta considera contraditório que um estilo musical nascido em Angola, com forte influência popular e reconhecimento além-fronteiras, continue a enfrentar dificuldades para conquistar o apoio de empresas dentro do próprio país. O artista defende que o Kuduro precisa de mais do que reconhecimento público, necessitando de oportunidades concretas para que os seus fazedores possam desenvolver as suas carreiras e alcançar novos mercados.

Com um percurso que ultrapassa duas décadas na música, Pai Profeta é uma das figuras ligadas à promoção do Kuduro, tendo também exercido funções como apresentador do programa “Sai Bife”, dedicado à divulgação deste género musical. O kudurista entende que a valorização da cultura angolana deve começar dentro de portas, em vez de os artistas precisarem de procurar no estrangeiro oportunidades que poderiam encontrar no seu próprio país.

“Não queremos apenas aplausos, queremos oportunidades, parcerias, patrocínios e respeito pelo nosso trabalho”, destacou o artista, deixando ainda uma questão às grandes empresas nacionais: se o Kuduro leva a identidade angolana para o mundo, por que razão os seus protagonistas continuam sem o devido investimento?

Para Pai Profeta, apoiar o Kuduro é também investir na cultura, na identidade e na representação de Angola além-fronteiras.

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