Andeloy questiona kuduro actual e recorda o legado dos Os Lambas!

O artista angolano Andeloy, integrante dos Os Lambas, levantou uma reflexão sobre a evolução do kuduro e sobre a influência que algumas produções do género exercem actualmente sobre os jovens. Ao recordar a trajectória do grupo, o artista defendeu que, apesar da imagem marginal associada aos Os Lambas naquela época, as suas músicas também procuravam transmitir mensagens de mudança e afastamento da criminalidade.

Andeloy destacou que o grupo conseguiu alcançar jovens que viviam em contextos de delinquência e incentivá-los a procurar outros caminhos para as suas vidas.

“Nós tirámos muitos jovens da delinquência. Naquele tempo, nós éramos vistos como marginais. Mas nós conseguimos cantar para os próprios marginais entenderem que eles não deviam pegar em material bélico e outras coisas”, afirmou.

Na mesma reflexão, o artista sublinhou que a música podia apresentar aos jovens alternativas fora da criminalidade, permitindo-lhes encontrar referências e perspectivas diferentes para o futuro.

“Entendemos que, muito fora da criminalidade, tu ainda tens um caminho para brilhar. Tu podes ser como nós”, acrescentou.

Andeloy também manifestou preocupação com determinados conteúdos presentes no kuduro contemporâneo, apontando que, na sua perspectiva, algumas letras marcadas por palavrões e referências à promiscuidade podem influenciar negativamente parte do público jovem. A declaração reacende o debate sobre a responsabilidade dos artistas e o impacto social das mensagens transmitidas através da música.

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