O músico angolano Deezy defendeu a criação de uma estrutura capaz de organizar, proteger e valorizar os artistas em Angola, afirmando que a falta de união no sector resulta, em parte, da postura de algumas produtoras.
Numa publicação partilhada nas redes sociais, o artista considerou que “só não existe uma estrutura para os artistas em Angola porque as produtoras não permitem a organização dos mesmos”, defendendo a necessidade de uma plataforma voltada para a proteção dos direitos, organização e dignidade da classe artística.
Deezy revelou ainda que está disposto a liderar essa iniciativa caso ninguém avance com o projeto. “Existe uma plataforma a ser criada para proteção de direitos, organização e dignidade dos artistas. Se ninguém quiser criar, eu mesmo vou fazer isso, com quem estiver disposto a bater o pé”, escreveu.
Na mesma publicação, o músico reforçou que a mudança exige união e compromisso, concluindo com uma mensagem de incentivo à classe artística: “Revolução não é rebeldia, é a luta pela melhoria e evolução.”
As declarações do cantor têm gerado reações entre artistas e seguidores, reacendendo o debate sobre a necessidade de maior organização, representatividade e defesa dos direitos dos profissionais da música em Angola.