O rapper angolano Monsta está a dar que falar com algumas das linhas apresentadas em “Soldado do BOPE”, faixa que integra a sua nova EP, “Espírito Maciço”.
Na música, o artista recorre a referências ligadas à vivência das ruas, viagens e à realidade de quem alcançou outros patamares, construindo versos que têm sido interpretados pelos ouvintes como possíveis indiretas para figuras da cena Hip Hop.
Entre as passagens que mais chamam a atenção está:
«“Viajar com hábitos da rua porque somos da linha, num avião a beber Cîroc de pé tipo na Elias Garcia / E alguns se chateiam porque as ruas se espelham, bué de viagens pro Dubai vêem o Kangamba e ajoelham…”»
Mais à frente, Monsta dispara outra linha que pode alimentar interpretações entre os fãs do rap:
«“Nunca precisei disso, a gente não se assemelha, dizem ser velha escola mas ainda vivem na velha.”»
As referências presentes na faixa já começam a gerar discussão entre os apreciadores do género, sobretudo pela forma como Monsta contrasta a sua vivência e evolução com aquilo que considera ser uma postura ultrapassada dentro do Hip Hop.
A expressão “velha escola” também despertou atenção, uma vez que pode ser entendida como uma provocação dirigida a artistas ou grupos associados às gerações anteriores do rap. No entanto, Monsta não identifica directamente qualquer nome nos versos, deixando espaço para diferentes interpretações por parte dos ouvintes.
“Soldado do BOPE” faz parte da EP “Espírito Maciço”, projecto lançado recentemente por Monsta e composto por seis faixas.