O kudurista angolano Pai Profeta voltou a chamar a atenção nas redes sociais depois de se pronunciar sobre as condições de trabalho de mulheres angolanas empregadas em estabelecimentos comerciais de empresários estrangeiros no país.
Através de uma publicação acompanhada pela imagem de uma jovem num espaço comercial, o artista levantou dúvidas sobre os salários, o tratamento e as condições oferecidas às trabalhadoras angolanas, fazendo referência, em particular, a comerciantes de nacionalidades chinesa, libanesa e eritreia.
“Os chineses a humilharem NOSSAS irmãs…”, escreveu Pai Profeta, numa declaração que rapidamente provocou reacções entre os internautas.
Na mesma publicação, o kudurista questionou se as mulheres que trabalham nesses estabelecimentos recebem salários considerados justos e se determinadas funções desempenhadas por angolanas seriam, na sua opinião, realmente necessárias.
“Será que ganham bem? Pagam bem mesmo? É necessário??? Ou podíamos simplesmente vender apenas na montra?”, questionou.
As declarações reacenderam o debate nas redes sociais sobre as condições laborais oferecidas aos trabalhadores angolanos, os níveis salariais e a presença de empresários estrangeiros no sector comercial.
A intervenção de Pai Profeta também gerou diferentes interpretações entre os internautas, com alguns a defenderem a necessidade de discutir a realidade enfrentada por trabalhadores nacionais e outros a considerarem polémica a forma como o artista abordou a questão.