Prodígio:“O país não pode ser rico, se a riqueza é só tua, como é que vamos ter hotéis, se ainda dormimos na rua”

Um verso antigo do rapper angolano Prodígio, integrante do grupo Força Suprema, volta a chamar a atenção dos internautas pela mensagem de crítica social presente na música “Castelos de Lata”, na qual o artista questiona a distribuição da riqueza e as condições de vida de muitos angolanos.

“O país não pode ser rico, se a riqueza é só tua, como é que vamos ter hotéis, se ainda dormimos na rua”, canta Prodígio num dos trechos mais marcantes da faixa, transformando a sua intervenção musical numa reflexão sobre as contradições entre a riqueza de um país e a realidade enfrentada por parte da população. A música já era conhecida e a sua mensagem continua a levantar questões sobre habitação, desigualdade social e acesso às condições básicas de vida.

Lançada anos antes desta nova atenção nas redes sociais, “Castelos de Lata” demonstra a vertente interventiva do rapper, que utiliza o hip-hop não apenas como expressão artística, mas também como instrumento de crítica à realidade social. O regresso deste verso à conversa dos internautas mostra como determinadas mensagens musicais podem atravessar o tempo e continuar a despertar reflexão sobre problemas que permanecem actuais.

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