Extremo Signo afirma que já teve vontade de tirar a própria vida por causa da depressão

O cantor Extremo Signo revelou, em entrevista nesta Segunda-feira, que sofreu de depressão dos 11 até os 22 anos, e que já atentou contra a própria vida. O músico explicou que cresceu sem o carinho dos pais e tal acto fez com que se sentisse rejeitado e não amado pelos seus progenitores.

“A minha infância foi um turbilhão de emoções… tive que lutar muito contra depressão, dos meus 11 até aos meus 22 anos, eu tive muitos problemas de afectividade por parte dos meus pais, eu não cresci com eles e isso fazia-me muita falta, fazia-me sentir rejeitado, não amado apesar dos meus avôs sempre me terem amado… eu sentia que havia uma falta muito grande na minha vida, isso deixava-me num estado permanente de tristeza, afectou-me…. Já tive vontade de me matar”, explicou.

O artista fez saber que ainda na adolescência começou a consumir bebidas para adultos, de modo a tentar minimizar as suas angústias por não ter um pai e mãe presente em todos os momentos da sua vida.

“Eu comecei a consumir álcool muito cedo, substâncias ilícitas, para que eu conseguisse me distrair, era aquela beber para esquecer… Foi uma etapa difícil, eu não gosto de pensar nisso, pouca gente dava conta disso porque quando aparecesse alguém, eu estava com um sorriso, procurava sempre alguma forma de esconder isso”, disse.

Com mais de 24 anos de carreira, Leonardo Bruno Melo Silva, “Extremo Signo”, disse que encontrou na arte uma forma de se livrar deste mal “depressão”, que ceifa muitas vidas e recusou-se em deixar uma mensagem para a sociedade, de formas a não entrar em conflitos com o governo, pois, no seu entender, em Angola a depressão cresceu muito por conta das condições sócio-económicas do país, como a falta de emprego, entre outras situações.

 

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